O que antes parecia tecnologia de ficção científica, hoje ocupa a realidade de muitas empresas e instituições. A impressão 3D pode ser aplicada em diversas áreas possibilitando processos mais rápidos, acessíveis e personalizados. 

“De forma simplificada, a impressora 3D utiliza o calor para derreter plástico e, em seguida, empilha-o de maneira precisa para criar objetos com estética agradável e funcionalidade.”, explica o professor e artista plástico, Jhonnathan Pool Ferreira. Ele utiliza a impressão 3D em artes e no Celeiro de Inovação do Cilla Tech Park em Guarapuava.

O busto de Diogo Pinto de Azevedo Portugal localizado em frente ao Paço Municipal de Guarapuava, foi produzido por Jhonnathan Pool Ferreira com impressão 3D. Fonte: Secretária Municipal de Comunicação de Guarapuava. 

A presença da impressão 3D começou a se expandir para além da área industrial e acadêmica nos últimos anos, onde era usada sobretudo para criação de protótipos e pesquisas. Hoje em dia tem se configurado como uma das principais tendências tecnológicas. 

“Pode ser aplicada em áreas da engenharia, como engenharia civil, mecatrônica e mecânica. Na arquitetura e na área da saúde. Ela também permite que cada indivíduo tenha uma ‘mini fábrica’ em casa, com a possibilidade de materializar suas ideias.”, complementa Jonnathan.

A principal vantagem desse processo é sua agilidade e custo reduzido. Além disso, por produzir sob demanda diminui desperdícios ao mesmo tempo que permite designs complexos e personalização em massa. 

Impressão 3D nas universidades públicas do Paraná

Ao se tornar uma tecnologia mais acessível, a impressão 3D se popularizou no Brasil e alcançou diversos espaços, inclusive as universidades públicas. Dentro desse contexto, as peças são utilizadas para atender demandas de projetos de pesquisa e extensão.  

A tecnologia de impressão 3D abre portas para o empreendedorismo, oferecendo a chance de criar itens sob medida. Fonte: Alice Rempel. 

“As peças podem ser utilizadas como componentes de ensino, funcionando como representações que facilitam a compreensão dos conteúdos. Isso é especialmente útil para alunos que apresentam alguma dificuldade de entendimento, pois, por meio desses recursos, conseguem visualizar melhor a aula”, conta Renato Machado dos Santos, representante da instituição. 

A presença de tecnologias emergentes, como a impressão 3D, dinamiza o ensino superior, favorecendo experiências mais criativas e inovadoras. Fonte: Alice Rempel.

Impressão 3D e sustentabilidade

A impressão 3D utiliza filamentos termoplásticos, que ao serem submetidos a uma certa temperatura são derretidos e então moldados na forma configurada na máquina. E apesar de existirem diversos tipos de filamentos, o PLA é um dos mais populares. 

O PLA, ou Ácido Polilático, é um bioplástico. “Ele é um bioplástico oriundo do amido de milho ou da cana de açúcar. É compostável e biodegradável e a compostagem dele é industrial”, esclarece Guilherme Carvalho, da Agitec.

Apesar de ser um resíduo biodegradável, ainda pode causar danos ao meio ambiente quando não é descartado corretamente e por isso não pode ser considerado 100% sustentável.  Mas, entre as opções disponíveis de filamento esse bioplástico se destaca por algumas vantagens:

  • Facilidade de uso: Pode ser impresso em temperatura mais baixa, dispensa mesa aquecida e não apresenta problemas de contração ou delaminação.
  • Baixo odor: Não emite cheiro forte ou desagradável durante a impressão.
  • Detalhes e acabamento: Possibilita a produção de peças com brilho e bom nível de detalhes.

Deixe uma resposta

Trending

Descubra mais sobre Prisma de Notícias

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading