Nos últimos anos, as corridas de rua deixaram de ser apenas uma prática esportiva para se tornarem uma verdadeira febre. Segundo levantamento da consultoria Box 1234 de 2025, encomendada pela marca esportiva Olympikus, o Brasil conta com cerca de 13 milhões de pessoas que correm ao menos uma vez por semana. A corrida é hoje o quarto esporte mais praticado no país.
A pesquisa aponta também que a popularidade da modalidade está ligada à facilidade de adesão, possibilidade de treinar em espaços públicos e busca por um estilo de vida mais saudável. Além disso, o ambiente acolhedor e a sensação de superação pessoal atraem pessoas de todas as idades.
Para Gabriela Toledo, designer gráfica de 26 anos, a corrida representa a chance de se desafiar e superar os próprios limites. “Enquanto corria na esteira da academia, me perguntei se conseguiria correr de verdade”.
Foto Arquivo Pessoal: Gabriela Toledo correndo na 12ª Corrida Rústica da Padroeira de Guarapuava 2025
O que é preciso para começar a correr?
No começo, Gabriela enfrentou dificuldades típicas de quem está começando, como: falta de fôlego, dores musculares e a sensação de não conseguir manter o ritmo por muito tempo. Foi nesse período que ela conheceu o perfil de Luiz Carlos, mais conhecido como Tato, fisioterapeuta e influenciador de corrida em Guarapuava. Além de relatar sua própria experiência no esporte, ele compartilha dicas valiosas para iniciantes, ajudando a tornar o processo de adaptação menos pesado e mais motivador
Essas dificuldades enfrentadas por Gabriela são comuns entre corredores iniciantes, e é justamente para evitar dores e lesões que especialistas destacam a importância do preparo físico. Tato ressalta que o fortalecimento muscular é essencial para quem pratica o esporte, seja por meio de treinos na academia ou exercícios em casa.
“Não podemos querer começar a correr de uma vez. Comece caminhando, vá incorporando trechos de corrida aos poucos dentro da caminhada e evolua gradualmente. Se você tentar correr 5 quilômetros logo de cara, pode acabar desanimando e desistindo”, afirma.
Luiz Carlos Filho, mais conhecido como ‘’Tato’’, realiza treinamentos em parques e locais públicos de Guarapuava. Foto: Luiz Henrique Correa
Gabriela relata que começou a evoluir quando percebeu que a corrida era um desafio individual. ‘’ Entendi que meu progresso dependia apenas do meu próprio esforço e disciplina, foi o que me motivou a seguir treinando e buscar superar meus limites’’.
Correr é mesmo de graça?
A corredora Gabriela, conta que seus gastos mensais com treinos, equipamentos, suplementos e inscrições para provas giram em torno de R$300 a R$500.
“Além da mensalidade da academia e dos suplementos, as inscrições em provas também impactam o orçamento. Em Guarapuava, o valor de uma inscrição pode variar de R$40 a R$100 reais”, diz
Embora correr não exija investimento financeiro, assim como Gabriela comenta, gastar com equipamentos adequados e o preparo físico faz diferença no desempenho e na prevenção de lesões.
Por isso, corredores amadores e profissionais investem em equipamentos para melhorar o desempenho. Alguns itens adicionais podem ser incorporados ao treino e ao kit do corredor, como:
- Relógios com GPS: que permitem acompanhar ritmo, distância e frequência cardíaca;
- Roupas técnicas: que ajudam a absorver o suor, reduzir atrito e permitir mais liberdade de movimento;
- Óculos esportivos: que protegem os olhos do sol, vento e detritos;
- Cintos de hidratação: ideais para repor líquidos durante treinos longos;
- Suplementos energéticos: como géis e isotônicos, essenciais para manter energia e repor eletrólitos durante o percurso.
Mas, o item mais crucial para qualquer corredor, continua sendo o tênis, que além de garantir conforto durante os treinos, também protege contra lesões.
‘’Foi a primeira coisa que comprei, um tênis de entrada de 300 reais, conforme peguei gosto e comecei a correr com mais frequência, resolvi investir em um melhor, de quase 1000 reais “, compartilhou Gabriela.
Enquanto os modelos de entrada custam a partir de R$200, os mais avançados, com placas de carbono, amortecimento especial e tecnologias de propulsão, podem chegar a até R$4mil.
Assessoria de corrida: o que é e quais os benefícios?
Além do tênis e dos demais acessórios, a assessoria de corrida é outro investimento que pode fazer a diferença. Trata-se de um serviço profissional oferecido por treinadores especializados, que acompanham todos os aspectos do treino: desde a elaboração de planilhas personalizadas até correções de postura, ajustes na técnica e orientações sobre nutrição e prevenção de lesões.
A assessoria pode ser presencial ou online, e o investimento varia conforme o nível de acompanhamento e a frequência dos treinos, atendendo tanto iniciantes quanto corredores experientes que buscam melhorar performance e resultados.
“O profissional avalia individualmente o seu condicionamento físico e cria treinos específicos para a sua evolução, de acordo com seus objetivos. Cada pessoa tem necessidades diferentes, por isso o programa não é igual para todos”, ressalta Luiz.
Apesar dos custos, Gabriela garante que o investimento vale a pena, não apenas pelo desempenho, mas também pelo prazer e bem-estar que a corrida proporciona.
“Correr se tornou algo que me dá prazer, cada treino me faz sentir melhor comigo mesma”, finaliza Gabriela.






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